No dia 21 de março foi realizado o ultimo encontro com as estudantes do curso Normal do Instituto de Educação Assis Brasil, como um fechamento das atividades do projeto interdisciplinar " Das Classes os Muros" realizada no segundo semestre de 2012.
Iniciamos com um vídeo que mostrava a paisagem sonora da escola, juntamente com imagens de pixações e graffites de dentro e no entorno da escola, seguindo de uma breve fala na qual retomamos as idéias iniciais do projeto, o objetivo e as influências de tais atividades na vida delas enquanto futuras professoras.
Para que as meninas se entregassem mais à atividade, foi feita uma sensibilização, através da qual mexemos com seus sentidos e pudemos nos conectar melhor. Algumas mostraram resistência, mas muitas se entregaram fazendo valer o momento.
Seguimos com uma mediação das imagens das silhuetas realizadas por elas para o muro: as imagens em um contexto diferente, fazendo valer a individualidade de cada uma, sem a composição do muro. "Qual imagem você mais se identifica?" foi a pegunta lançada para a introdução da mediação, levando assim a um debate onde cada uma disse o porque da sua escolha e fazendo com que o criador também refletisse sobre o que transmitiu em sua imagem. Muitas mostraram-se surpresas tendo até as que disseram não gostar da imagem até então, e por conta da leitura de outra pessoa passou a interpretar diferente e a gostar da sua imagem.
Após um intervalo, iniciamos a ultima parte da atividade. Dividimos em pequenos grupos de 5 ou 6 pessoas para que cada grupo montasse uma cena estática urbana, cenas do dia-a-dia, que algumas vezes passam desapercebidos de tão rotineiro que se tornou. Assim, conforme cada cena era montada, os demais procuraram se havia algo que pudesse ser melhorado na cena e puderam ir lá mexer e colocar como achava que deveria ser, gerando assim idéias, discussões e mostrando que: se tem algo a ser feito, que faça você mesmo.
A participação de todas foi surpreendente, mostraram-se envolvidas e interessadas. As discussões também foram bem produtivas, e senti que o fechamento foi essencial para elas enxergarem e refletirem sobre a real importância do projeto.
Postado por Daniela Santos
domingo, 2 de junho de 2013
Último Encontro com as Normalistas
sexta-feira, 22 de março de 2013
Gilbert Durand: imaginário e educação
Uma das leituras realizadas durante as atividades do PIBID Artes Visuais foi a do livro "Gilbert Durand: imaginário e educação", no qual os autores fazem uma análise da obra de Durand acerca do conceito de imaginação. Sendo o imaginário denominador do pensamento humano e determinador das decisões do sujeito, Durant, ao estudar o imaginário, buscava compreender o imaginário a partir do psiquismo humano, com seus símbolos e pensamentos.
Para ele não há uma ruptura entre o imaginário e o racional, o imaginário está aliado ao “trajeto antropológico” do ser humano, isto é, das relações pessoais e socioculturais, produzido pelos desejos e impressões do sujeito, o qual produz imagens vinculadas, tanto ao material genético, quanto ao adquirido culturalmente, dividido-se em arquétipos genotípicos e fenotípicos.
Os genotípicos atendem aos estímulos imediatos com uma manifestação precoce. Já o fenotípicos necessitam de um tempo de aprendizagem, instintos que precisam ser aprendidos socioculturalmente. O símbolo para Durand designa a expressão cultural concreta do arquétipo influenciada pelo meio físico e cultural.
“As estruturas verbais primárias representam, de alguma forma, os moldes ocos que aguardam seres preenchidos pelos símbolos distribuídos pela sociedade, sua história e sua situação geográficas. Reciprocamente, contudo, para sua formação, todo o símbolo necessita das estruturas dominantes do comportamento cognitivo inato do sapiens. Assim, os níveis da ‘educação’ se sobrepõem na educação do imaginário: em primeiro lugar encontra-se o ambiente geográfico (clima, latitude, situações continental, oceânica, montonhosa etc.), mas desde já regulamente pelos simbolismos da educação, o nível dos jogos (lúdico) e das aprendizagens [...]” ( DURAND, 1988b, p. 91 in TEIXEIRA; ARAÚJO, 2011, p. 50).
Durand ainda determina o imaginário entre duas forças de coesão, em dois universos antagônicos, diurno e noturno, produzido em uma trajetória antropológica. Dentre esses universos antagônicos há três estruturas figurativas: heroica, mística e sintética ou dramática. Corresponde a uma forma de se relacionar com o mundo que regula o equilíbrio individual e social. O imaginário ainda entende-se em um pluralismo de imagens, que produz sentido através do processo de simbolização.
Acerca da educação, Gibert Durand comenta sobre uma educação estética, totalmente humana, da qual se pode tirar algumas lições pedagógicas, a fim de compreender o processo simbólico do sujeito imaginante em prol do desenvolvimento cultural, cientifico e educacional, porque é através da imaginação que se desenvolve os processos simbólicos.
Durand refere-se a três níveis geradores da formação simbólica: o psicofisiológico ou natural, o pedagógico e o cultural. O nível pedagógico está dividido em duas fases, por sua vez ligadas entre si: a familiar e a lúdica, que estabelecem a relação afetiva e sentimental do indivíduo a qual vem a contribuir no simbolismo adulto. O nível pedagógico para Durand é bipolar e se determina em dois regimes; o noturno e o diurno, tracejados no nível psicofisiológico, porque do mesmo modo que a criança se relaciona seguindo os sentimentos maternos ele também se relaciona através do lúdico, seguindo projeções imaginarias e míticas, assim se distanciando dos pais.
Dessa forma, pelo imaginário o ser humano vai se relacionar com o mundo, com sua cultura e com os arquetípicos da cultura a qual pertence. Os valores de uma sociedade são transmitidos através de jogos, museus, literatura, história e, por mais que se mudem a roupagens históricas e culturais, os arquétipos determinantes de uma sociedade continuam presentes.
Postado por Daiane Figueiredo Rosenhein
domingo, 10 de março de 2013
Das Classes aos Muros
O projeto interdisciplinar intitulado "Das Classes aos Muros", teve como objetivo problematizar, junto a estudantes do ensino médio, questões relativas à corporeidade dos sujeitos contemporâneos em interação com o espaço urbano, em particular aqueles que se expressam através da linguagem do graffiti.
Divididos em grupos de áreas, cada grupo junto ao professor colaborador e às supervisoras propuseram dinâmicas, exposição dialogada, stencils, utilização de recursos multimídia, saída de campo, atividades teórico-práticas com os alunos do curso normal da turma 1 N3.
O projeto e seus resultados foram apresentados no dia 10 de janeiro de 2013, das 14:00 as 17: 30, no auditório do prédio de arquitetura da UFPEL ao grande grupo dos pibidianos das quatro escolas envolvidas no PIBID3-GeoArtes. Todas as escolas fizeram suas apresentações nesse mesmo evento.
Postado por Raquel Mendes
Divididos em grupos de áreas, cada grupo junto ao professor colaborador e às supervisoras propuseram dinâmicas, exposição dialogada, stencils, utilização de recursos multimídia, saída de campo, atividades teórico-práticas com os alunos do curso normal da turma 1 N3.
O projeto e seus resultados foram apresentados no dia 10 de janeiro de 2013, das 14:00 as 17: 30, no auditório do prédio de arquitetura da UFPEL ao grande grupo dos pibidianos das quatro escolas envolvidas no PIBID3-GeoArtes. Todas as escolas fizeram suas apresentações nesse mesmo evento.
Postado por Raquel Mendes
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
PIBID 3/ Artes Visuais participou do 21º CIC- Congresso de Iniciação Científica da UFPel em 2012
O Congresso de Iniciação Científica da UFPel aconteceu
nos dias 21, 22 e 23 de novembro de 2012, onde alguns integrantes do PIBID
Artes Visuais participaram, além de assistirem as palestras também com
apresentação de trabalho referente as práticas realizadas no Programa. Sob a
orientação da professora, doutora da UFPEL e coordenadora do PIBID Artes
Visuais, Cláudia Brandão, foram apresentados três trabalhos. São eles:
Sala de Artes como um espaço infinito:
reflexões proporcionadas pelo PIBID 3/UFPEL,de Daniel Konrath, que trata das
questões e da importância dos espaços e a relação do ambiente com o ensino.
Usando para reflexão os espaços destinados dentro das escolas às Artes Visuais,
trabalho baseado em pesquisa e que parte da leitura e análise do livro “A
Poética do Espaço”, de Gaston Bachelard (1993).
A formação docente em Artes Visuais no âmbito do
PIBID3/UFPEL, de Daniela dos Santos, que se trata de um relato da primeira experiência das Artes Visuais dentro do
PIBID3, onde baseados em pesquisas bibliográficas e reflexões acerca das
vivências, foram planejadas oficinas de Stencil, Materiais
e Técnicas Alternativas, Gravura e Arte Postal, para a 15ª Semana da Educação
do IEE Assis Brasil. A oficina de Arte Postal teve a sua influência dentro das
atividades seguintes do PIBID.
Webquest: Uma ferramenta
virtual nos processos de ensino-aprendizagem do PIBID 3/Artes Visuais, de Paula
Pinto, que é um relato do curso que foi proporcionado aos bolsistas do
subprojeto das Artes Visuais do PIBID3/Artes Visuais, um curso sobre a criação
de WebQuests, dentro das atividades previstas para a área. Trata da importância
do uso das novas tecnologias em aula e da experiência dos bolsistas com a
ferramenta.
Investigando sobre o
ensino de artes visuais em uma escola pública de Pelotas: ações do PIBID 3/Artes
Visuais, de Thais do Amaral, Roberta Vellar e Mahuã da Silva, que trata do resultado de uma experiência vevenciada
através do subprojeto das Artes Visuais do PIBID 3, em uma escola estadual da cidade de Pelotas. Foi
realizado um diagnóstico, para conhecermos como se dá o funcionamento da
disciplina de Artes Visuais no cotidiano escolar, tendo como foco os professores
de Artes Visuais atuantes na escola em questão. O trabalh fala, a partir desta pesquisa,
sobre a importância do uso do cotidiano dos escolares e das tecnologias que
fazem parte da vida destes.
Além dos
trabalhos mencionados muitos integrantes do PIBID3/Artes Visuais apresentaram
trabalhos referentes a outras pesquisas de projetos particulares, como seus
TCCs.
Postado por Thais do Amaral.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Uma Mediação Diferente..
Aconteceu nos dias 21 e 23 de janeiro de 2013, com o grupo interdisciplinar do Assis Brasil e o grupo disciplinar de Artes Visuais do PIBID-3, a visitação da exposição Pons Dulcis Sulinas, que se encontra na galeria do Centro de Artes-UFPel, A SALA.
A exposição traz a produção dos professores de Artes Visuais do próprio Centro, e contou com a mediação do grupo Patafisica, um grupo que tem como proposta metodologias educativas diferenciadas. De acordo com a coordenadora Carolina Rochefort, em citação no site do grupo, para eles "mediar é trocar, é criar relações, diálogos, sobreposições. É produzir conversações que extrapolam os limites estabelecidos pelos conceitospoética do artista a partir dos múltiplos agenciamentos, ramificações geradas no encontro dos sujeitos, obraartista, visitantefruidor e mediador".
Iniciamos a visitação vendo a exposição livremente, sendo atendidos conforme surgiam questionamentos. Em seguida, a proposta foi escolher (e ficar diante) da obra com a qual mais nos identificássemos, uma obra que por algum motivo tivesse nos tocado, e assim explicávamos para o grupo o porque da escolha. Para finalizar, formou-se uma grande roda e um barbante foi o suficiente para mostrar as pequenas ligações que todos ali possuíamos, criando uma grande teia de relações.
Postado por Daniela Santos
A exposição traz a produção dos professores de Artes Visuais do próprio Centro, e contou com a mediação do grupo Patafisica, um grupo que tem como proposta metodologias educativas diferenciadas. De acordo com a coordenadora Carolina Rochefort, em citação no site do grupo, para eles "mediar é trocar, é criar relações, diálogos, sobreposições. É produzir conversações que extrapolam os limites estabelecidos pelos conceitospoética do artista a partir dos múltiplos agenciamentos, ramificações geradas no encontro dos sujeitos, obraartista, visitantefruidor e mediador".
Iniciamos a visitação vendo a exposição livremente, sendo atendidos conforme surgiam questionamentos. Em seguida, a proposta foi escolher (e ficar diante) da obra com a qual mais nos identificássemos, uma obra que por algum motivo tivesse nos tocado, e assim explicávamos para o grupo o porque da escolha. Para finalizar, formou-se uma grande roda e um barbante foi o suficiente para mostrar as pequenas ligações que todos ali possuíamos, criando uma grande teia de relações.
Postado por Daniela Santos
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Relatos de participação no ConFaeb IV
Com
a nossa ida à XXII CONFAEB, realizada em São Paulo entre os dias 29 de outubro
e 2 de novembro de 2012, tivemos a oportunidade de visitar algumas exposições e
ver de perto obras que só conhecemos através das reproduções nos livros. Dentre
as atividades desenvolvidas, participamos de importantes exposições
distribuídas em vários pontos da capital paulista, como por exemplo, a
Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu da Língua Portuguesa, a 30ª Bienal, o
MAM, o MAC, esses três últimos situados no Parque Ibirapuera, além do MASP e do
Itaú Cultural que apresenta a produção da artista Lygia Clarck.
As nossas andanças artísticas começaram na Estação da Luz onde fica localizado o Museu da Língua Portuguesa que abriu suas portas oficialmente ao público no dia 21 de março de 2006. Dedicando-se a valorizar e divulgar as particularidades do nosso idioma, que é apresentado de formas variadas, a partir de modernas tecnologias e de recursos interativos. Lá tivemos a possibilidade de ver dois vídeos em que são destacados elementos da cultura de nossa língua portuguesa, destacando seus elementos poéticos, que ao final são projetados no chão da sala. Foi uma incrível viagem pela história da nossa cultura e de suas raízes. (figuras 1 e 2).
Atravessando a rua podemos visitar a Pinacoteca do Estado, um museu que enfatiza a produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade. Ela foi fundada em 1905, pelo Governo de São Paulo, sendo o museu mais antigo da cidade, tendo sido ampliado no final da década de 90. Seu acervo é formado a partir de obras trazidas do hoje chamado Museu Paulista da Universidade de São Paulo, com obras de 26 artistas atuantes da cidade sendo eles: Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. A Pinacoteca tem aproximadamente nove mil obras, assumindo-se assim como um museu de Arte Contemporânea, destacado no cenário artístico do país. Realizando em média trinta exposições anuais, com aproximadamente quinhentos mil visitantes, seu primeiro andar recebe exposições temporárias, sendo o segundo dedicado a seu rico acervo.
Durante a visita à Pinacoteca, em especial à mostra ARTE NO BRASIL uma história na Pinacoteca de São Paulo, interagimos com duas obras em especial, uma delas de Hélio Oiticica, fazendo-nos experenciar com os pés diferentes sensações ao pisar em materiais mais confortantes como isopor, e outros que causavam certo desconforto, como a serragem, por exemplo, promovendo assim, o encontro entre obra e espectador. Já a segunda integra a proposta didática pedagógica da mostra em cartaz, intitulada “Obra Aberta”. Trata-se da obra “Saudade”, do artista Almeida Júnior em que cada espectador deve olhar para a pintura a óleo de 1989 e se desafiar pensando: “Se a personagem segurasse uma carta o que você imagina que teria nela?” então a partir de uma rede social pode ser feito essa postagem no endereço da própria Pinacoteca (http://www.facebook.com/PinacotecaSP ) (figura 3, 4 e 5)
Após esse passeio cultural pela história do nosso país, fomos para a Avenida Paulista conhecer o Museu de Arte de São Paulo, MASP, que possui em seu acervo aproximadamente oito mil obras, sendo o prédio tombado pelo IPHAN desde 1969. No MASP apreciamos belas pinturas de ícones da arte ocidental, assim como, Raphael, Botticceli, Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall, dentre outros. Tendo ainda a oportunidade de ver exemplares de artistas brasileiros como Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Almeida Júnior, por exemplo. (figura 6)
Para a visita à 30ª Bienal Internacional de São Paulo, “A Iminência das Poéticas”, dedicamos um dia inteiro, pois essa exposição tem cerca de três mil obras e boa parte delas feitas especialmente para o evento, sendo que a expografia privilegia o relacionamento entre os artistas e suas características. A Bienal é realizada no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, situado no Parque Ibirapuera, sendo reconhecida como Patrimônio Cultural por ter aberto suas portas para realizar uma das mais importantes exposições fora da Europa, sendo assim uma viagem enriquecedora entre suas obras mais contemporâneas, que permanece aberta ao público até o dia nove de dezembro. (figura 7 e 8)
Como última atividade cultural, visitamos o espaço do Itaú Cultural que apresenta uma retrospectiva da renomada artista brasileira Lygia Clark, também localizado na Avenida Paulista. Essa exposição foi realizada a partir da documentação deixada pela própria artista, propondo assim uma retrospectiva das várias fases de sua vida. Suas obras exploram a presença do indivíduo e seus sentidos em relação ao outro, solicitando a entrega de corpo e mente ao fruir e interagir com suas obras. (figura 9 e 10)
Ao fim de nossa estada de cinco dias em terras paulistanas, é possível perceber o quanto acrescentamos em nossa bagagem cultural. Foram muitas experiências incríveis e enriquecedoras pelos museus e exposições de São Paulo, onde podemos ter acesso a diferentes manifestações artísticas e culturais graças ao incentivo e apoio do Programa Institucional de Bolsas de Incentivo à Docência, o PIBID 3/UFPel, financiado pela CAPES e o MEC.
Post de Mahuã Silva e Cláudia Brandão
As nossas andanças artísticas começaram na Estação da Luz onde fica localizado o Museu da Língua Portuguesa que abriu suas portas oficialmente ao público no dia 21 de março de 2006. Dedicando-se a valorizar e divulgar as particularidades do nosso idioma, que é apresentado de formas variadas, a partir de modernas tecnologias e de recursos interativos. Lá tivemos a possibilidade de ver dois vídeos em que são destacados elementos da cultura de nossa língua portuguesa, destacando seus elementos poéticos, que ao final são projetados no chão da sala. Foi uma incrível viagem pela história da nossa cultura e de suas raízes. (figuras 1 e 2).
Atravessando a rua podemos visitar a Pinacoteca do Estado, um museu que enfatiza a produção brasileira do século XIX até a contemporaneidade. Ela foi fundada em 1905, pelo Governo de São Paulo, sendo o museu mais antigo da cidade, tendo sido ampliado no final da década de 90. Seu acervo é formado a partir de obras trazidas do hoje chamado Museu Paulista da Universidade de São Paulo, com obras de 26 artistas atuantes da cidade sendo eles: Almeida Júnior, Pedro Alexandrino, Antônio Parreiras e Oscar Pereira da Silva. A Pinacoteca tem aproximadamente nove mil obras, assumindo-se assim como um museu de Arte Contemporânea, destacado no cenário artístico do país. Realizando em média trinta exposições anuais, com aproximadamente quinhentos mil visitantes, seu primeiro andar recebe exposições temporárias, sendo o segundo dedicado a seu rico acervo.
Durante a visita à Pinacoteca, em especial à mostra ARTE NO BRASIL uma história na Pinacoteca de São Paulo, interagimos com duas obras em especial, uma delas de Hélio Oiticica, fazendo-nos experenciar com os pés diferentes sensações ao pisar em materiais mais confortantes como isopor, e outros que causavam certo desconforto, como a serragem, por exemplo, promovendo assim, o encontro entre obra e espectador. Já a segunda integra a proposta didática pedagógica da mostra em cartaz, intitulada “Obra Aberta”. Trata-se da obra “Saudade”, do artista Almeida Júnior em que cada espectador deve olhar para a pintura a óleo de 1989 e se desafiar pensando: “Se a personagem segurasse uma carta o que você imagina que teria nela?” então a partir de uma rede social pode ser feito essa postagem no endereço da própria Pinacoteca (http://www.facebook.com/PinacotecaSP ) (figura 3, 4 e 5)
Após esse passeio cultural pela história do nosso país, fomos para a Avenida Paulista conhecer o Museu de Arte de São Paulo, MASP, que possui em seu acervo aproximadamente oito mil obras, sendo o prédio tombado pelo IPHAN desde 1969. No MASP apreciamos belas pinturas de ícones da arte ocidental, assim como, Raphael, Botticceli, Delacroix, Renoir, Monet, Cèzanne, Picasso, Modigliani, Toulouse-Lautrec, Van Gogh, Matisse e Chagall, dentre outros. Tendo ainda a oportunidade de ver exemplares de artistas brasileiros como Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Almeida Júnior, por exemplo. (figura 6)
Para a visita à 30ª Bienal Internacional de São Paulo, “A Iminência das Poéticas”, dedicamos um dia inteiro, pois essa exposição tem cerca de três mil obras e boa parte delas feitas especialmente para o evento, sendo que a expografia privilegia o relacionamento entre os artistas e suas características. A Bienal é realizada no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, situado no Parque Ibirapuera, sendo reconhecida como Patrimônio Cultural por ter aberto suas portas para realizar uma das mais importantes exposições fora da Europa, sendo assim uma viagem enriquecedora entre suas obras mais contemporâneas, que permanece aberta ao público até o dia nove de dezembro. (figura 7 e 8)
Como última atividade cultural, visitamos o espaço do Itaú Cultural que apresenta uma retrospectiva da renomada artista brasileira Lygia Clark, também localizado na Avenida Paulista. Essa exposição foi realizada a partir da documentação deixada pela própria artista, propondo assim uma retrospectiva das várias fases de sua vida. Suas obras exploram a presença do indivíduo e seus sentidos em relação ao outro, solicitando a entrega de corpo e mente ao fruir e interagir com suas obras. (figura 9 e 10)
Ao fim de nossa estada de cinco dias em terras paulistanas, é possível perceber o quanto acrescentamos em nossa bagagem cultural. Foram muitas experiências incríveis e enriquecedoras pelos museus e exposições de São Paulo, onde podemos ter acesso a diferentes manifestações artísticas e culturais graças ao incentivo e apoio do Programa Institucional de Bolsas de Incentivo à Docência, o PIBID 3/UFPel, financiado pela CAPES e o MEC.
Post de Mahuã Silva e Cláudia Brandão
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Relatos de participação no ConFaeb III
No dia 01 de novembro de 2012, na sala 201, durante a Mesa de eixo 05: "Experiências: formação inicial e continuada", foram apresentadas as seguintes comunicações, seguindo a ordem:
Dois trabalhos desta mesa tratavam do tema PIBID UFPel: “PIBID GEOARTES: formação docente transitando por corpos, lugares, imagens e sons”e “Ações em Artes Visuais no PIBID 3/ UFPel”, um complementando o outro.
Depois de apresentados os trabalhos houve uma roda de debates, na qual foram feitas perguntas relacionadas ao PIBID 3, comentários sobre o ensino de desenho e reflexões sobre as semelhanças entre os trabalhos.
Postador por Priscila Barthel
11h Mesa: 05 Eixo Experiências: formação inicial e continuada
Coordenadora: Luiza Chistov
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220
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Mergulho na escrita: uma experiência etnográfica em estagio de observação
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Maria Cláudia Santos Lopes
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40
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PIBID GEOARTES: formação docente transitando por corpos, lugares, imagens e sons
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Taís Ferreira
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506
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Lugar e espaço no mapeamento visual de estagiários em graduação em arte
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Maria Cristina Villanova Biazus
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266
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Ações em Artes Visuais no PIBID 3/ UFPel.
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Priscila Barthel Monteiro
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64
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O ensino de pintura no CEJA: relato de experiência no estagio curricular.
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Denilson Cristiano Antonio
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Depois de apresentados os trabalhos houve uma roda de debates, na qual foram feitas perguntas relacionadas ao PIBID 3, comentários sobre o ensino de desenho e reflexões sobre as semelhanças entre os trabalhos.
Postador por Priscila Barthel
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