Páginas

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Passeio Cultural em Porto Alegre

No dia 23 de maio, o grupo de integrantes do PIBID 3/ Artes Visuais, que apresentou trabalhos no 5º Seminário Brasileiro de Estudos Culturais e Educação (SBECE), na ULBRA, em Canoas, fez um passeio cultural na cidade de Porto Alegre.

O tour teve seu início no Santander Cultural, onde a coleção Santander Brasil nomeada Narrativas Poéticas encontra-se em exposição, apresentando/propondo um diálogo entre a produção de artes plásticas e a poesia brasileira.

Ainda no Santander Cultural, o grupo visitou a exposição da artista Marília Bianchini, intitulada Elogio da Transitoriedade, na qual é apresentada uma série de imagens fotográficas impressas em papeis artesanais, produzidos pela própria artista. Em muitas imagens a artista contrapõe o “peso” dos objetos representados à leveza dos suportes, produzindo diálogos poéticos entre realidade e memória.

No primeiro piso também foi possível apreciar as obras de Candido Portinari (estudo para painel Colheita de Feijão, 35cm x 53,5 cm, 1955) e a obra de Fayga Ostrower (xilogravura colorida sobre papel, 87cm x 32 cm, 1967).

O passeio cultural culminou com visita à Casa de Cultura Mario Quintana onde acontecia o evento “Conexões Globais”, no qual ocorreram atividades culturais versando sobre cultura digital (discutindo a questão dos hackers, apropriação de imagens, direitos autorais, dentre outros assuntos relacionados). Nos intervalos das discussões houve apresentação de bandas musicais e ainda, concomitantemente com as demais atividades, aconteciam oficinas, dentre elas uma sobre graffiti e estêncil.

 Na Casa de Cultura também foi possível visitar três exposições, participantes de edital do Governo do Estado do RS para ocupação da Casa





Postado por Queli Rios

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Participação do PIBID Artes Visuais no 5º SBECE e 2º SIECE: Nas contingências do espaço-tempo

O 5º Seminário de Estudos Culturais e Educação e o 2º Seminário Internacional de Estudos Culturais e Educação, realizado nos dias 20, 21 e 22 de maio em Canoas/RS, promovido pelo programa de Pós-Graduação em Educação da ULBRA, Universidade Luterana do Brasil, em parceria com o programa de Pós-Graduação em Educação da UFRGS, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, trouxeram como tema gerador para as discussões: “Nas contingências do espaço-tempo”. 

O desafio proposto pelo seminário era o de pensarmos juntos sobre a educação que se desenvolve no espaço-tempo contemporâneo, algo de substantiva importância para aqueles que se dedicam ao campo da educação, em seus múltiplos desdobramentos. Visto que desde meados do século XX, passamos por transformações nas formas de significar, utilizar e operar com os conceitos de espaço-tempo e hoje o avanço tecnológico alavancou ainda mais essas transformações espaço-temporais. 

O evento teve uma programação bem ampla, com apresentação de trabalhos, mesas redondas, interlocuções de pesquisadores e mini-cursos. Na conferência de abertura assistimos a palestra do Professor Dr. André Lemos, do departamento de comunicação da Univ. Federal da Bahia/UFBA, que tratou do tema Cibercultura e de algumas teorias que surgem com o avanço tecnológico na contemporaneidade. 

O mini-curso que participamos tratava de gênero e cultura visual, ministrado pela professora Dra. Bianca Salazar Guizzo que trouxe para discussão a forma como as questões de gênero vêm sendo representadas e problematizadas no mundo contemporâneo que se apresenta cada vez mais visual, fazendo-nos refletir acerca do poder da imagem na formação dos sujeitos. 

Em uma das interlocuções com pesquisadores assistimos a interlocuções possíveis com os estudos foucaultianos com a professora Dra. Maria Rita Cesar (UFPR) e o professor Dr. Alfredo Veiga-Neto (UFURGS), que colocaram seus estudos acerca do filósofo Michel Foucault. Os estudos foucaultianos fazem relação direta com a educação, o filósofo escreveu sobre saber filosófico, relações de poder e governamentalidade, práticas de subjetivação e vários outros temas tratados. Apesar de Foucault “não ser pau para toda obra”, é importante saber quando aplicá-lo, como colocou o professor Veiga-Neto. Isso, pois como trabalhamos com educação, vimos o quão importante é conhecer alguns estudos foucaultianos para a problematização das nossas práticas. 

O evento colaborou de diferentes modos para a ampliação da nossa aprendizagem, sem se limitar aos dias em que aconteceu, posto que a exemplo do professor Veiga-Neto que tem vários estudos publicados acerca de Michel Foucault como o livro “Foucault & a Educação”, de 2003, e vários artigos que poderão nos servir de aporte para uma maior compreensão e iniciação a novos horizontes de estudos.
Na apresentação de trabalhos as pibidianas das Artes Visuais Thais do Amaral, Daiane Figueiredo, Queli Rios, Janice do Amaral, a supervisora de escola Rosah Lemos de Pinho e a coordenadora de área Cláudia Brandão, levaram para compartilhar os seguintes temas:

Eixo temático: Educação, identidades e diferenças
COLORINDO OLHARES DA ESCOLA (Daiane Figueiredo Rosenhein)

Eixo temático: Escola e trabalho docente
A ESCOLA COMO LÓCUS DE FORMAÇÃO PERMANENTE: MEIOS POSSIVEIS PARA A QUALIFICAÇÃO DA DOSCENCIA EM ARTES VISUAIS NO NOVO ENSINO MÉDIO (Rosah Lemos de Pinho)
ARTE POSTAL: A SIMBOLOGIA POR TRÁS DA IMAGEM (Queli Daiane Rios, Janice Rocha de Souza do Amaral)

Eixo temático: Educação, literatura e arte
4:20 É HORA DA ESCOLA LIDAR COM ISSO (Thais Machado do Amaral)
CRIANDO FORMAS E COMUNICANDO IDEIAS (Cláudia Mariza Mattos Brandão, Mahuã Alonso da Silva)

A participação no evento possibilitou uma formação em contato com ensino, pesquisa e extensão, nos servindo tanto como ampliação de formas de estudo, quanto como possibilidade de troca de saberes. Foi muito proveitoso para a nossa formação não apenas acadêmica, mas formação geral, enquanto sujeitos, pois além das atividades acadêmicas, tivemos o prazer da convivência, e como coloca Maffesoli (1998) “[...] enquanto a lógica individualista se apoia numa identidade separada e fechada sobre si mesma, a pessoa (persona) só existe na relação com o outro”.


Postado por Thais Machado do Amaral

domingo, 2 de junho de 2013

Último Encontro com as Normalistas

No dia 21 de março foi realizado o ultimo encontro com as estudantes do curso Normal do Instituto de Educação Assis Brasil, como um fechamento das atividades do projeto interdisciplinar " Das Classes os Muros" realizada no segundo semestre de 2012. 

Iniciamos com um vídeo que mostrava a paisagem sonora da escola, juntamente com imagens de pixações e graffites  de dentro e no entorno da escola, seguindo de uma breve fala na qual retomamos as idéias iniciais do projeto, o objetivo e as influências de tais atividades na vida delas enquanto futuras professoras.

Para que as meninas se entregassem mais à atividade, foi feita uma sensibilização, através da qual mexemos com seus sentidos e pudemos nos conectar melhor. Algumas mostraram resistência, mas muitas se entregaram fazendo valer o momento.

Seguimos com uma mediação das imagens das silhuetas realizadas por elas para o muro: as imagens em um contexto diferente, fazendo valer a individualidade de cada uma, sem a composição do muro. "Qual imagem você mais se identifica?" foi a pegunta lançada para a introdução da mediação, levando assim a um debate onde cada uma disse o porque da sua escolha e fazendo com que o criador também refletisse sobre o que transmitiu em sua imagem. Muitas mostraram-se surpresas tendo até as que disseram não gostar da imagem até então, e por conta da leitura de outra pessoa passou a interpretar diferente e a gostar da sua imagem. 

Após um intervalo, iniciamos a ultima parte da atividade. Dividimos em pequenos grupos de 5 ou 6 pessoas para que cada grupo montasse uma cena estática urbana, cenas do dia-a-dia, que algumas vezes passam desapercebidos de tão rotineiro que se tornou. Assim, conforme cada cena era montada, os demais procuraram se havia algo que pudesse ser melhorado na cena e puderam ir lá mexer e colocar como achava que deveria ser, gerando assim idéias, discussões e mostrando que: se tem algo a ser feito, que faça você mesmo. 

A participação de todas foi surpreendente, mostraram-se envolvidas e interessadas. As discussões também foram bem produtivas, e senti que o fechamento foi essencial para elas enxergarem  e refletirem sobre a real importância do projeto. 



Postado por Daniela Santos

sexta-feira, 22 de março de 2013

Gilbert Durand: imaginário e educação


Uma das leituras realizadas durante as atividades do PIBID Artes Visuais foi a do livro "Gilbert Durand: imaginário e educação", no qual os autores fazem uma análise da obra de Durand acerca do conceito de imaginação. Sendo o imaginário denominador do pensamento humano e determinador das decisões do sujeito, Durant, ao estudar o imaginário, buscava compreender o imaginário a partir do psiquismo humano, com seus símbolos e pensamentos.

Para ele não há uma ruptura entre o imaginário e o racional, o imaginário está aliado ao “trajeto antropológico” do ser humano, isto é, das relações pessoais e socioculturais, produzido pelos desejos e impressões do sujeito, o qual produz imagens vinculadas, tanto ao material genético, quanto ao adquirido culturalmente, dividido-se em arquétipos genotípicos e fenotípicos. 

Os genotípicos atendem aos estímulos imediatos com uma manifestação precoce. Já o fenotípicos necessitam de um tempo de aprendizagem, instintos que precisam ser aprendidos socioculturalmente. O símbolo para Durand designa a expressão cultural concreta do arquétipo influenciada pelo meio físico e cultural.

“As estruturas verbais primárias representam, de alguma forma, os moldes ocos que aguardam seres preenchidos pelos símbolos distribuídos pela sociedade, sua história e sua situação geográficas. Reciprocamente, contudo, para sua formação, todo o símbolo necessita das estruturas dominantes do comportamento cognitivo inato do sapiens. Assim, os níveis da ‘educação’ se sobrepõem na educação do imaginário: em primeiro lugar encontra-se o ambiente geográfico (clima, latitude, situações continental, oceânica, montonhosa etc.), mas desde já regulamente pelos simbolismos  da educação, o nível dos jogos (lúdico) e das aprendizagens [...]” ( DURAND, 1988b, p. 91 in TEIXEIRA; ARAÚJO, 2011, p. 50).

Durand ainda determina o imaginário entre duas forças de coesão, em dois universos antagônicos, diurno e noturno, produzido em uma trajetória antropológica. Dentre esses universos antagônicos há três estruturas figurativas: heroica, mística e sintética ou dramática. Corresponde a uma forma de se relacionar com o mundo que regula o equilíbrio individual e social. O imaginário ainda entende-se em um pluralismo de imagens, que produz sentido através do processo de simbolização.

Acerca da educação, Gibert Durand comenta sobre uma educação estética, totalmente humana, da qual se pode tirar algumas lições pedagógicas, a fim de compreender o processo simbólico do sujeito imaginante em prol do desenvolvimento cultural, cientifico e educacional, porque é através da imaginação que se desenvolve os processos simbólicos.

Durand refere-se a três níveis geradores da formação simbólica: o psicofisiológico ou natural, o pedagógico e o cultural. O nível pedagógico está dividido em duas fases, por sua vez ligadas entre si: a familiar e a lúdica, que estabelecem a relação afetiva e sentimental do indivíduo a qual vem a contribuir no simbolismo adulto. O nível pedagógico para Durand é bipolar e se determina em dois regimes; o noturno e o diurno, tracejados no nível psicofisiológico, porque do mesmo modo que a criança se relaciona seguindo os sentimentos maternos ele também se relaciona através do lúdico, seguindo projeções imaginarias e míticas, assim se distanciando dos pais.

Dessa forma, pelo imaginário o ser humano vai se relacionar com o mundo, com sua cultura e com os arquetípicos da cultura a qual pertence. Os valores de uma sociedade são transmitidos através de jogos, museus, literatura, história e, por mais que se mudem a roupagens históricas e culturais, os arquétipos determinantes de uma sociedade continuam presentes.

Postado por Daiane Figueiredo Rosenhein

domingo, 10 de março de 2013

Das Classes aos Muros

O projeto interdisciplinar intitulado "Das Classes aos Muros", teve como objetivo problematizar, junto a estudantes do ensino médio, questões relativas à corporeidade dos sujeitos contemporâneos em interação com o espaço urbano, em particular aqueles que se expressam através da linguagem do graffiti.

Divididos em grupos de áreas, cada grupo junto ao professor colaborador e às supervisoras propuseram dinâmicas, exposição dialogada, stencils, utilização de recursos multimídia, saída de campo, atividades teórico-práticas com os alunos do curso normal da turma 1 N3.

O projeto e seus resultados foram apresentados no dia 10 de janeiro de 2013, das 14:00 as 17: 30, no auditório do prédio de arquitetura da UFPEL ao grande grupo dos pibidianos das quatro escolas envolvidas no PIBID3-GeoArtes. Todas as escolas fizeram suas apresentações nesse mesmo evento. 



Postado por Raquel Mendes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

PIBID 3/ Artes Visuais participou do 21º CIC- Congresso de Iniciação Científica da UFPel em 2012


O Congresso de Iniciação Científica da UFPel aconteceu nos dias 21, 22 e 23 de novembro de 2012, onde alguns integrantes do PIBID Artes Visuais participaram, além de assistirem as palestras também com apresentação de trabalho referente as práticas realizadas no Programa. Sob a orientação da professora, doutora da UFPEL e coordenadora do PIBID Artes Visuais, Cláudia Brandão, foram apresentados três trabalhos. São eles:
 
Sala de Artes como um espaço infinito: reflexões proporcionadas pelo PIBID 3/UFPEL,de Daniel Konrath, que trata das questões e da importância dos espaços e a relação do ambiente com o ensino. Usando para reflexão os espaços destinados dentro das escolas às Artes Visuais, trabalho baseado em pesquisa e que parte da leitura e análise do livro “A Poética do Espaço”, de Gaston Bachelard (1993).

A formação docente em Artes Visuais no âmbito do PIBID3/UFPEL, de Daniela dos Santos, que se trata de um relato da primeira experiência das Artes Visuais dentro do PIBID3, onde baseados em pesquisas bibliográficas e reflexões acerca das vivências, foram planejadas oficinas de Stencil, Materiais e Técnicas Alternativas, Gravura e Arte Postal, para a 15ª Semana da Educação do IEE Assis Brasil. A oficina de Arte Postal teve a sua influência dentro das atividades seguintes do PIBID.

Webquest: Uma ferramenta virtual nos processos de ensino-aprendizagem do PIBID 3/Artes Visuais, de Paula Pinto, que é um relato do curso que foi proporcionado aos bolsistas do subprojeto das Artes Visuais do PIBID3/Artes Visuais, um curso sobre a criação de WebQuests, dentro das atividades previstas para a área. Trata da importância do uso das novas tecnologias em aula e da experiência dos bolsistas com a ferramenta.

Investigando sobre o ensino de artes visuais em uma escola pública de Pelotas: ações do PIBID 3/Artes Visuais, de Thais do Amaral, Roberta Vellar e Mahuã da Silva, que trata do resultado de uma experiência vevenciada através do subprojeto das Artes Visuais do PIBID 3, em uma escola estadual da cidade de Pelotas. Foi realizado um diagnóstico, para conhecermos como se dá o funcionamento da disciplina de Artes Visuais no cotidiano escolar, tendo como foco os professores de Artes Visuais atuantes na escola em questão. O trabalh fala, a partir desta pesquisa, sobre a importância do uso do cotidiano dos escolares e das tecnologias que fazem parte da vida destes.

Além dos trabalhos mencionados muitos integrantes do PIBID3/Artes Visuais apresentaram trabalhos referentes a outras pesquisas de projetos particulares, como seus TCCs.


 
Postado por Thais do Amaral.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Uma Mediação Diferente..

Aconteceu nos dias 21 e 23 de janeiro de 2013, com o grupo interdisciplinar do Assis Brasil e o grupo disciplinar de Artes Visuais do PIBID-3, a visitação da exposição Pons Dulcis Sulinas, que se encontra na  galeria do Centro de Artes-UFPel, A SALA. 

A exposição traz a produção dos professores de Artes Visuais do próprio Centro, e contou com a mediação do grupo Patafisica, um grupo que tem como proposta metodologias educativas diferenciadas. De acordo com a coordenadora Carolina Rochefort, em citação no site do grupo, para eles "mediar é trocar, é criar relações, diálogos, sobreposições. É produzir conversações que extrapolam os limites estabelecidos pelos conceitospoética do artista a partir dos múltiplos agenciamentos, ramificações geradas no encontro dos sujeitos, obraartista, visitantefruidor e mediador".

Iniciamos a visitação vendo a exposição livremente, sendo atendidos conforme surgiam questionamentos. Em seguida, a proposta foi escolher (e ficar diante) da obra com a qual mais nos identificássemos, uma obra que por algum motivo tivesse nos tocado,  e assim explicávamos para o grupo o porque da escolha. Para finalizar, formou-se uma grande roda e um barbante foi o suficiente para mostrar as pequenas ligações que todos ali possuíamos, criando uma grande teia de relações.




Postado por Daniela Santos